sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Success Story

Tradução e Letras:
Mussorgsky

29 comentários:

Marcos Farias disse...

Bacana! Humor sutil e sarcástico.

Carfrangs disse...

Uauu! muito bom parceiros, além do humor sagaz, quase sempre as coisas mais simples são as que nos fazem mais felizes! espero que venham mais por aí, valeu!

Marcelo Marat disse...

Legal!... Cheguei a publicar essa HQ num dos meus fanzines, uns anos atrás...

roberto hollanda disse...

grande Marcelo Marat! novos roteiros por aí? legal te encontrar por aqui!

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
luisdupla disse...

não consigo entender por que a maioria acha que não há felicidade ou realização no trabalho...

Gibiscuits disse...

Talvez vc não tenha entendido o quadrinho.

Anônimo disse...

Que belo tapa na cara!... hahahahahaah
Muito bom!
Provocativo...
Henrique Rocha

Ps: o primeiro (e unico) comentario em "The Temple", foi meu. Estou sem à conta do Google, e, esqueci de colocar meu nome. :/
Abraços \o/

Anônimo disse...

Nossa...
Analisei psicologicamente e achei isso a maior inversão.

É pra pessoa que é um zero profissionalmente se sentir melhor.

Tem gente que cai nessa ainda...

Anônimo disse...

Fala sério, pessoal.
Escrever poeminha, cultivar flores no jardim...
Tenha dó.

Lava roupa, faz faxina no banheiro também....

E quem paga as contas? O papai?

Marcelo Marat disse...

Porque a vida tem que ser mais do apenas trabalhar pra pagar impostos e esperar a morte....

Gibiscuits disse...

Marcelo não perca seu tempo respondendo a "cutucadas" destes babacas e covardes anônimos.

Renato disse...

E os fodões da web continuam a proliferar...

http://youtu.be/B2HqX65Wug0

rodrigo sputter disse...

tenho banda desde 1998, em salvador (de rock em inglês), o que não é fácil, escrevo poesia, sou formado em filosofia...posso entrar no hall de ser chamado de artista...e o que eu conheço de gente que é artista e tá frustadaço, cometeu suicídio (de verdade, não de brincadeirinha), que tá procurando um subemprego (ou um emprego que faça-o sentir-se produzindo algo), até mesmo um emprego ligado a arte...acho que temos aquele romantismo (superioridade?)de achar que somos melhores pq consumimos arte...bem maniqueísta...claro que prefero a arte, já foi até minha religião, hj sou um pouco ateu até na arte, mas as vezes prefiro tocar uma idéia com "pessoas comuns", pois o povinho tirado a cult ou blabla diz consumir arte, mas não saca de banana nenhuma...eu li o quadrinho, mas não pirei na históra (tb quem gostou tem o direito disso), não gostei do tom, tá + pra amargurado "sou foda e vc um lixo" do que outra coisa...
Sofro muito preconceito, pq faço arte em salvador, sou formado em filosofia e sou chamado de maluco, de q não vou ganhar grana...mas esse ressentimento pra mim não cola...fico puto quando o cara tem $$$ mas não tem cultura nenhuma, mas nem sempre as coisas são tão preto no branco assim...

O belo trecho de Ginsberg:
"Eu vi os expoentes da minha geração
destruídos pela loucura, esfomeados, histéricos, nus..." é

belíssimo...mas é verídico...já vi muita gente destruída...dolorida...e não é nem um pouco legal, como se é na arte...

não gosto desse tom de sou foda e vc é zé povinho lixo...pq tb o que tem de artistazinho de merda se achando por aí e fazendo cada trabalho fraco, pra minha modesta opnião, não tá no gibi...prefiro me bater com um cara que faça um bom sanduba pra mim do que ler, ouvir, assistir qq coisas q esses pseudo-artista fazem...

Acho válido a discussão sobre a arte, mas realmente se esconder no anonimato é fácil demais...tem q dar a cara a tapa...mas tem gente q tem medo de expor suas idéias e ser chamado de facista...

Marcos Farias disse...

Excelente explicação sobre trollagem, Renato! Vídeo bem didático. Recomendo que, a partir de agora, a resposta aos trolls seja sempre o link desse vídeo e só.

Marcos Farias disse...

Uma vez um cara chamado Bob Mould, músico, disse que o mais legal de fazer música era que as pessoas que ouviam entendiam o que queriam de suas letras, não necessariamente o que ele queria dizer.

Acho que esse é o caso aqui. O que EU depreendi dessa curta HQ é que o autor vê a vida além do trabalho e das obrigações rotineiras que te fazem ser uma engrenagem de uma máquina. Não que ser uma engrenagem seja ruim (pelo contrário, pode ser muito gratificante!), mas o que nos diferencia entre si é o que temos dentro de nós, o que nos faz felizes.

Eventualmente o indivíduo tem uma atividade que não lhe é prazerosa por um ou outro motivo, mas paga as contas, por exemplo. Este mesmo indivíduo não precisa se matar por não encontrar plena satisfação no que está fazendo: precisa é procurar complementar sua vida com coisas que lhe tragam essa alegria de viver.

rodrigo sputter disse...

Concordo contigo Marcos, mas na maneira que foi apresentada na HQ fica dúbio (o que não é ruim) a coisa, não se sabe se a mina de cabelo preto sente-se infeliz por estar vivendo uma vida vazia sem arte...ou se a outra tá querendo colocá-la pra baixo...e leitor que vai dizer...então está a margem de várias interpretações...isso que é legal...então não podemos censurar alguém que tem uma opnião diferente neste caso...e não esquecendo de pessoas que vivem de arte, tem outro trampo, mas mesmo assim está infeliz em ambos...é foda...vc ser bom numa coisa que não lhe dá $$ e "a sociedade" lhe acahr um vagabundo, preguiçoso...sei muito bem o que é isso.

Bob Mould viveu sua melhor fase no Hüsker Dü...pra mim pelo menos...boa frase dele...e quando pedimos conselhos, geralmente pedimos aquele que queremos ouvir...

Marcos Farias disse...

Essa frase do Mould estava inserida numa entrevista que ele deu por ocasião do lançamento do álbum duplo "Zen Arcade", em 1982 se não me engano.

rodrigo sputter disse...

comentei, mas acho que não foi...o disco que me vem a cabeça do Husker Du quando penso neles é o "warehouse...", meu favorito deles.

luisdupla disse...

Sr. Gibiscuits, sim eu entendi muito bem o quadrinho, simplesmente não concordo com o conteúdo.Ao fazer uma postagem não espere que todos gostem, não porque não entendem, porque tem outras experiências e histórias de vida.

Gibiscuits disse...

Mau humorado demais vc. Eu apenas respondi seu comentário e o fiz com educação. Não me tome por um idiota que espera agradar a todos. E tampouco penso na quantidade de pessoas que irão gostar, comentar ou coisas do tipo. Se me acha tão babaca basta ignorar-me.

Anônimo disse...

Não, gente.
Poxa... Tá claro o sentido do quadrinho.

É coisa de PERDEDOR.
Cuidar de jardim?

Não é que não existe realização fora do trabalho.
Mas o sentido da tirinha parece que o que vale é o jardinzinho florido e não o trabalho.

A menina que trabalha fica com cara de desiludida ainda.
Como se cuidar de jardim fosse mais importante que uma vida profissional.

A futilidade. A inversão da tira.
O que eu vi foi uma PERDERDORA com inveja da amiga que é independente.

Se essa tirinha tocou você, psicologicamente é perfeitamente compreensível.
Mas nada impede que você trabalhe e tenha um hobby.
Mas não pense que seu hobby é algo mais que apenas um hobby. Porque não é.

Você é feliz assim? Beleza.
Agora, achar que você está certa e os outros não enxergam sua sabedoria é infantilidade demais.

luisdupla disse...

Sr. Gibiscuits, afirmar que "Talvez vc não tenha entendido o quadrinho", sendo esse quadrinho absolutamente óbvio me pareceu SIM ofensivo e mal educado. Não o tomo por idiota nem babaca, muito pelo contrário, aprecio e agradeço seu trabalho e disponibilidade com os scans, muito melhor do que eu, que não pude colaborar em nada até hoje. Enfim, obrigado por seu trabalho e pelo conselho, no futuro vou me abster de quaisquer comentários (não escrevo, nem leio). Grato.

Marcos Farias disse...

Gostei da explicação do sr. "Anônimo" do que ele entendeu da HQ. Só não concordo.

Continuo achando que a loira está mostrando pra morena que PODE haver satisfação ALÉM do trabalho, e o que fica demonstrado no Quadro 11 é que, infelizmente pra morena, o que ela faz não lhe traz a satisfação que as "pequenas coisas" que a loira faz para se sentir bem. Pode ser que para uns e outros o trabalho seja tudo e traga plena realização (o que eu realmente invejo, pois tenho que fazer como a loira e complementar minha vida com outras atividades que me dão mais prazer). Por outro lado, acho difícil algum dos defensores do "O Trabalho é Minha Vida" encontrar total satisfação no que faz no seu trabalho diário, senão não estariam aqui no Gibiscuits buscando entretenimento. Não se iluda: um hobby pode ocupar uma importante parte da vida de um ser humano; mais ainda: pode mesmo ser o que lhe dê a satisfação que o trabalho não dá. Mesmo que um hobby não ponha comida na mesa, não é menos valioso que o seu trabalho pois alimenta a sua mente.

Entretanto, essa é uma discussão inútil, pois como deixou a entender um outro sujeito acima, nem todo mundo vai se identificar com a loira ou com a morena dessa HQ pelos mais variados motivos.

Agora, uma pequena lição sobre educação: se você veio até aqui, usufruiu do hobby que os caras do Gibiscuits trazem sem ônus algum, mas não gostou da HQ, os comentários são abertos para criticar ou elogiar as mas não para ofender o hobby ou as preferências de quem traz as HQs até o seu computador.

Marcos Farias disse...

A propósito, a citação de Bob Mould que fiz foi mesmo extraída de uma entrevista que ele deu pra revista Grafitti mas foi mesmo em 1987 por ocasião de "Warehouse..." A íntegra da matéria pode ser conferida, em inglês, aqui: http://www.thirdav.com/zinestuff/graf87.html

Gosto de todos os discos do Hüsker Dü, em especial do supracitado e do Everything Falls Apart, Rodrigo.

roberto hollanda disse...

Marcos Farias resumiu legal. Concordo com ele. Quanto ao comentário do anônimo, como ele disse, "O que eu vi foi uma PERDERDORA com inveja da amiga que é independente"... estava falando da perdedora como sendo a loira ou a morena? Ou realmente acredita no primeiro quadrinho, que a secretária vai ser algo mais que uma espécie de "gerente de setor" só porque o patrão "gosta do trabalho"? o mercado de trabalho não é bem o que nos passam. Aliás, em nenhum momento ela diz que trabalhar no jardim é melhor do que trabalhar num escritório - tanto que ela diz trabalhar num restaurante. Mas sim, o que você realmente espera conseguir com isso.Antes de trabalhr, seria bom todos nós nos perguntarmos, "o que afinal espero com isso?". é disso que a tira fala.É por isso que a morena chora no final, ela percebe que sua vida é apenas uma rotina "casa-trabalho-casa", sem qualquer outro objetivo.

rodrigo sputter disse...

engraçado sobre o husker du marcos, é que eu tinha esse nos anos 90 em vinil...e não pirava tanto, mas depois, com o passar do tempo, que me dei conta, eu gostava do disco, conhecia as faixas e em relação aos outros gostei mais...

sobre o quadrinho, eu não viajei muito nele...a lorinha pra mim se acha superior a outra pq é "artista"...vejo muita gente por aqui pq ouve um rock, lê uma coisa alternativa e se acha diferente dos outros, mas comporta-se igual aos outros...só que em menor escala...às vezes é tão clichê quanto...ou mais...

eu venho consumindo, produzindo arte desde 1993, mas não tenho me sentido satisfeito...e conheço muita gente boa, melhor do que as que estão por aí sentindo-se assim tb...pra mim faltou algo no quadrinho...ficou parecendo algo do tipo "vc é uma merdinha que trabalha, eu sou fodona pq sou artista", não esquecendo tb q tem gente q trampa pra poder comprar seus livros, hqs, filmes e não é artista, gosta de apreciar...

pra ficou faltando algo...mas pode ser que o autor tenha ficado recentido na vida pq todo mundo culpava-o por ser um preguiçoso, assim que nós somos chamados, aquele q não se adequa aos padrões...e terminou fazendo uma tira assim...com + recentimento do que um tapa na cara...foi o que passou pra mim...

rodrigo sputter disse...

ops, escrevi ressentimento erreado...e algumas outras palavras...é que quando comecei a escrever rolou o apagão aqui no nordeste, vários estados, deixei pra enviar de manhã...

mas tá valendo.

acho legal a discussão, levantar várias interpretações...só num fale agressão boba..

Marcelo Marat disse...

Tantos comentários, alguns tão passionais... É bom quando a arte provoca reações...